31.10.2012, 15:58
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© Colagem: Voz da Rússia

No último ano, aconteceram dois episódios que abalaram a confiança de russófobos romenos na idoneidade do presidente Obama e aumentaram bruscamente o número de adeptos de Mitt Romney em Bucareste.

Um dos tais acontecimentos foi a publicação de uma doutrina militar renovada em que se dispensa atenção especial à Região Asiática do Pacífico. O segundo acontecimento teve lugar durante um encontro entre Barack Obama e Dmitri Medvedev, no quadro do qual o presidente dos Estados Unidos, esquecendo que o microfone era ligado, solicitou que o presidente da Federação Russa “comunique a Vladimir” que, após as eleições, o líder americano teria possibilidades de dar maiores provas de flexibilidade nas questões ligadas ao sistema de escudo antimísseis.

Para entender a reação de muitos analistas romenos a estas palavras, é necessário entender que uma certa parte de peritos romenos é propensa a fetichizar o sistema de escudo antimísseis. No seu entender, o desdobramento dos elementos do ABM no território da Romênia como um talismã mágico que protegeria o país de todas as desgraças, em particular, do Principal Mal vindo do Leste e, nomeadamente, das supostas tentativas da Rússia de incluir a Roménia na esfera de sua influência. A ideia de que os mesmos elementos do escudo podem transformar a Romênia num alvo prioritário de mísseis russos ou não vem aos cérebros lavados pela propaganda americana ou fica suplantada pelo “conto” de que o escudo protegeria a Romênia. Ao mesmo tempo, qualquer especialista versado entende que o sistema antimísseis protege os Estados Unidos.

Neste contexto, é compreensível o fato da elite atual romena gostar pouco de Barack Obama e desejar-lhe a derrota. A paixão em relação aos republicanos é condicionada por um entendimento errado dos problemas com que os Estados Unidos estão se deparando hoje. Para os analistas políticos e peritos que se acostumaram a viver na época da Pax Americana, ou seja nos tempos quando parecia que a hegemonia da América seria eterna, é difícil compreender que os Estados Unidos enfrentaram uma crise sistémica e não uma crise de gestão.

Muitos russófobos de Leste Europeu pensam que Obama cedeu à comunidade internacional e, sobretudo, à Rússia. Tais peritos e políticos consideram sinceramente que a chegada de Mitt Romney à Casa Branca marcaria um momento de regresso de uma “América de verdade”, agressiva e sem compromissos, ao palco internacional. Na sua opinião, um “líder forte”, isto é, Mitt Romney, seria capaz, como que por encanto, devolver a época da prosperidade e do predomínio americano na arena mundial. Um pesadelo para atuais elites é o seguinte cenário: a América, liderada por Obama, lança todos os esforços para deter a China e a Europa, dilacerada por problemas internos, e deixa sua zona leste à disposição da Rússia.

A ideia de que é possível não apenas conflituar com a Rússia, mas também cooperar não vem simplesmente na mente da geração de políticos que se formaram em condições de incessante propaganda anti-russa. A “lógica” de todos os segmentos da elite política romena enquadra-se idealmente na fórmula de um analista político local: “a América tem razão, mesmo quando esteja errada”. O problema de como a Rússia poderá coexistir com os países dirigidos por pessoas com tais convicções continua uma incógnita.

 

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